Mutuarios poderao ser beneficiados pelas mudancas pretendidas pelo governo

Governo estuda retirar TR da correção do crédito imobiliário.

Decorrência das mudanças no cálculo de correção da poupança, medida poderá ser retroativa.
Mutuários poderão ser beneficiados pelas mudanças pretendidas pelo governo na fórmula de cálculo da correção da caderneta de poupança. O benefício diz respeito a retirar a Taxa Referencial (TR) do indexador que corrige os financiamentos imobiliários, e se expande quando considerado que a intenção oficial é dar à medida caráter retroativo, ou seja, ao existir, será aplicada aos contratos de financiamentos celebrados anteriormente a sua vigência.
Conforme noticiou o Jornal O Globo na última quarta-feira (18, março, 2009), a equipe governamental que estuda as mudanças na correção da caderneta de poupança entende que, uma vez reduzidos os ganhos desta aplicação, os bancos – obrigados por lei a destinar para financiamentos imobiliários 65% do saldo gerado pelos poupadores – pagarão menos pelos recursos captados nessa fonte. A intenção é a de que tal redução de custo na poupança, enquanto fonte geradora de crédito imobiliário, seja repassada para o tomador final, que é o mutuário da casa própria.
O Globo ponderou que “a equação, porém, não é simples, pois a intenção da equipe econômica é estender a alteração de indexador para os contratos já em vigor. Tanto quanto as alterações referentes à caderneta, estas precisam da aprovação do Congresso”, ressaltou o periódico.
Confirmadas pelo presidente da República (segunda-feira, 16, março, 2009, em turnê por Nova Iorque, EUA), as mudanças na poupança são objeto de preparação pelo Banco Central (BC) e Ministério da Fazenda.
As mudanças pretendidas têm como principal finalidade evitar que grandes investidores - entre eles os grupos estrangeiros - migrem para a aplicação, cuja remuneração vem se mostrando superior a de muitos fundos.
Além de desenhar uma nova forma de correção para os contratos de financiamento imobiliário, a equipe econômica também procura soluções para os mutuários negociarem com os bancos os contratos vigentes, e possam migrar para a nova forma de correção, a ser adotada. Os estudos em torno da extinção da TR como indexador referem-se tão somente à correção dos financiamentos imobiliários com recursos da poupança. Para os demais casos, não existe qualquer intenção de extinguir a TR, conforme informou O Globo.
Fonte:MSN Imovel Web
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