Estados Unidos USA e a crise mundial
Cinco fatos que fizeram os USA desencadear uma crise mundial.

1.
Vamos começar voltando agora a 11 de setembro de 2001, na época do atentado ao World Trade Center, quando o presidente dos EUA George W. Bush, pede aos americanos que vão as compras, por medo de uma recessão. Esta medida visava manter a demanda evitando uma queda acentuada no consumo, que teve início após o atentado. Para viabilizar este pedido, o FED (o Banco Central dos EUA) diminuiu a taxa de juros básica da economia, tornando assim o dinheiro barato, o que levou os americanos aos financiamentos e ao aumento do consumo.
2.
O baixo custo dos financiamentos aqueceu o mercado imobiliário nos EUA, elevando o número de empréstimos. Neste momento entra em cena a engenharia financeira criando subprodutos destes financiamentos.
3.
Para diminuírem o risco da operação os bancos passam a vender títulos lastreados nestes financiamentos, ou seja, passam a vender papéis que têm base nos juros destes financiamentos e desta forma dividem o risco da inadimplência.
De forma mais clara: o banco está negociando o rendimento da operação no mercado aberto, e assim antecipando os vencimentos e em troca oferecendo o próprio rendimento da operação.
4.
Fundos de investimentos então compram estes papéis de várias instituições financeiras e vendem cotas destes fundos a acionistas no mundo inteiro. Desta forma o aumento da inadimplência no pagamento dos financiamentos aos bancos afeta o mundo todo. Esta é a chamada “bolha imobiliária”.
5.
O problema ocorreu quando os recentes indicadores mostraram um aumento da inadimplência nos EUA. Além disso, vieram a tona a quebra e a dificuldade financeira pela qual grandes empresas americanas de financiamento estão passando.
Este efeito se alastrou como uma onda de choque e aterrorizou a todos que têm dinheiro nestes fundos ou possuem ações destas empresas. Para se protegerem, investidores pelo mundo todo realizam lucros, ou seja, vendem seus papéis que tiveram rentabilidade nos últimos meses. E isto afeta diretamente a bolsa brasileira - que estava em alta - e se torna palco da famosa fuga de capitais, realçada ainda mais pelo medo nos investidores, que logo retiram seu dinheiro de aplicações de alto risco.
Este é o fenômeno por trás da queda nas bolsas e a valorização do dólar. O raciocínio é simples, ao sair o investidor estrangeiro vende suas ações em reais e compra dólares, sendo assim, o aumento da procura pela moeda eleva seu preço. Movimento esse que ocorreu nas últimas semanas.
No entanto, o Brasil hoje se encontra bem mais preparado para uma crise do que esteve no passado. O Banco Central tem a sua disposição uma enorme quantidade de dólares, a chamada reserva internacional. Estas reservas dão a tranqüilidade para os investidores de que não faltará dólar, e de que seu preço não deve oscilar muito. Além disso, os juros no Brasil estão mais baixos e os indicadores conjunturais da economia brasileira vêm melhorando, o que deixa o país em uma posição mais confortável do que esteve anteriormente.













